29/11/2022 06:16

Espigão Alto no compromisso de combater a violência contra os idosos

No Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, dia 15 de junho, em Espigão Alto do Iguaçu foi promovido uma conferência que colocou frente a frente profissionais da área, gestores públicos e idosos.

A violência contra o idoso pode ser definida como “um ato único, repetido ou a falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento em que exista uma expectativa de confiança que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa”. É uma questão social global que afeta a saúde e os direitos humanos de milhões de idosos em todo o mundo e que merece a atenção da comunidade internacional.

O dia foi oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2011, após solicitação da Rede Internacional de Prevenção ao Abuso de Idosos (INPEA), que estabeleceu a comemoração em junho de 2006.

O secretário municipal de Saúde, Jocemar Mendes de Jesus comentou que em Espigão Alto são mais de 700 pessoas consideradas idosas com idade acima de 60 anos. “Na gestão do prefeito Agenor Bertoncelo estabelecemos várias linhas de ações de proteção e apoio aos idosos, numa rede que conta com a participação das secretarias de Saúde, Assistência Social, Cras e Nasf. Como também um sistema de transportes para deslocamento para exames e tratamentos em outras cidades”, enfatizou Jocemar.

Prestigiando o evento o prefeito Agenor Bertoncelo parabenizou os envolvidos na conferência e os trabalhos que vem sendo realizados pelos profissionais da área. “Tenho mais de 70 anos, sei que nesta idade dependemos de outras pessoas, familiares muitas vezes para coisas básicas do nosso dia a dia. Precisamos estar atentos a qualquer ato de violência que os idosos venham sofrer, dando o apoio e o amparo necessário”, frisou Bertoncelo.

A TERCEIRA IDADE REPRESENTA MAIS DE 20% DA POPULAÇÃO

  Em Espigão Alto o público da Terceira Idade está acima de 20% da população, com o dobro da média nacional que é de 10,8%, segundo dados do IBGE. 

Em muitas partes do mundo, o abuso de idosos ocorre sem que haja reconhecimento ou resposta, pois, até recentemente, esse grave problema social estava oculto à vista do público e era considerado um assunto privado. Ainda hoje, o abuso de idosos continua sendo um tabu, subestimado e ignorado pelas sociedades mundialmente. No entanto, há evidências que indicam que o abuso de idosos é um importante problema de saúde pública e social.

O advogado Rafael Moura palestrou aos presentes onde destacou alguns pontos onde os idosos estão expostos e os tipos de violência sofridas.  “Dados apontaram que com a pandemia do COVID-19 houve um aumento de violência contra este público. Além do medo e sofrimento com a doença. Houve um impacto imediato na saúde, a pandemia está colocando as pessoas mais velhas em maior risco de pobreza, discriminação e isolamento. Os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos nós”, Destaca Rafael.

O advogado lembra que o envelhecimento faz parte das nossas vidas, enquanto gestores precisamos dar as condições para que as pessoas envelheçam com uma boa qualidade de vida. “O Poder Público, a sociedade tem esse dever de lutar e garantir os direitos da pessoa idosa. Atualmente um a cada seis idosos sofrem algum tipo de violência e precisamos combater isso”, ressaltou.

O evento contou com apresentação do grupo de Teatro ACTSTAGE, com a peça “Chá das cinco”, que abordou conflitos familiares envolvendo idosos.

TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS PESSOAS IDOSAS:

A mais comum é a negligência, quando os responsáveis pelo idoso deixam de oferecer cuidados básicos, como higiene, saúde, medicamentos, proteção contra frio ou calor.

O abandono vem em seguida e é considerado uma forma extrema de negligência. Acontece quando há ausência ou omissão dos familiares ou responsáveis, governamentais ou institucionais, de prestarem socorro a um idoso que precisa de proteção.

Há, ainda, a violência física, quando é usada a força para obrigar os idosos a fazerem o que não desejam, ferindo, provocando dor, incapacidade ou até a morte. E a sexual, quando a pessoa idosa é incluída em ato ou jogo sexual homo ou heterorrelacional, com objetivo de obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.

A psicológica ou emocional é a mais sutil das violências. Inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles, xingamentos, sustos, constrangimento, destruição de propriedade ou impedimento de que vejam amigos e familiares.

Por último, há a violência financeira ou material, que é a exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou o uso não consentido de seus recursos financeiros e patrimoniais.

Prestigiaram e participaram da Mesa Redonda no evento, a Psicóloga, Heloísa Brugnara (NASF), Patricia Martins (Assistente Social de Quedas do Iguaçu), Paula Anairam Sampaio (Assistente Social de Espigão Alto), Simone Rohden (Representando a secretária de Ação Social, Sandra Bertoncelo) e a secretária de Educação, Susi Maciel Velho.   

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